iremos sobrevoar
que nem uma tarântula
a dançar perante a presa,
perante aqueles que caiem,
rompem do peito ao calcanhar
e depois vivem o diem
num fluxo de carpe,
ah, esqueçam lá o requiem.
somos as presas,
na complexidade de teia,
e estamos encurralados.
sempre condenados.
não aspirem tão raso.
nós voamos,
roubamos vida
ao pairar da cidade,
controlamos o sossego,
estamos no sossego
e quem desejar
romper tal paz,
nirvana é resposta.
nirvana onírica
não específica
e desmistifica.
ponto de encontro
nas manhãs de medo
condenadas ao delírio.
esqueces a vida
quando cada pedaço
de ti em pele
se transforma num rio
de formigueiro
em sensação poderosa.
deus comum
a viver do século.
és mais, já sentes?
terça-feira, 25 de abril de 2017
sábado, 22 de abril de 2017
um robô desconfigurado
lado a lado,
corte de cintura
à íris florida.
raiva escura,
guerra vermelha,
agonia branca.
esticar ao limiar
com um forte grito.
leva ao leve vento
forte desejo de alimento
comida-carvão, rato.
perda de vitalidade...
sem importância?
com consistência.
e eu, bipolaridade da alternância
e presto homenagens
a quem previne diligências
e a quem as define
e as manipula.
suave coro
na natureza
ao transtorno
do corte ousado
ao mundo-fruto.
por vezes estes
fabricados ao fumo industrial
do homem-demência.
sintéticos os vossos.
estarão meus olhos
corrompidos de fumo?
serei eu robô?
"senhor robô,
aperte a gravata!"
corte de cintura
à íris florida.
raiva escura,
guerra vermelha,
agonia branca.
esticar ao limiar
com um forte grito.
leva ao leve vento
forte desejo de alimento
comida-carvão, rato.
perda de vitalidade...
sem importância?
com consistência.
e eu, bipolaridade da alternância
e presto homenagens
a quem previne diligências
e a quem as define
e as manipula.
suave coro
na natureza
ao transtorno
do corte ousado
ao mundo-fruto.
por vezes estes
fabricados ao fumo industrial
do homem-demência.
sintéticos os vossos.
estarão meus olhos
corrompidos de fumo?
serei eu robô?
"senhor robô,
aperte a gravata!"
quinta-feira, 20 de abril de 2017
vincado momento
mais que arrepio
pesado e rápido,
vincado movimento
que marca um pensar
sobre momento de passado
que foi desastre,
um ultraje.
e quanto mais
e me elevo
na torre-memória
cortam-me sem misericórdia,
como quem dedilha
guitarra: em cada corda
um membro fora,
um respirar que outrora
fora calmo e sedativo.
e tal capricho
aqui descrito
deveria ser chuva
sagrada que limpa,
mas passa por, uma
ou duas falsas gotas
divinas a quem presto
nenhuma e muito homenagem.
pesado e rápido,
vincado movimento
que marca um pensar
sobre momento de passado
que foi desastre,
um ultraje.
e quanto mais
e me elevo
na torre-memória
cortam-me sem misericórdia,
como quem dedilha
guitarra: em cada corda
um membro fora,
um respirar que outrora
fora calmo e sedativo.
e tal capricho
aqui descrito
deveria ser chuva
sagrada que limpa,
mas passa por, uma
ou duas falsas gotas
divinas a quem presto
nenhuma e muito homenagem.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
final de estrada
é o demónio
que nos descrê
e consome-nos sem motivo.
somos usuários de coroas de espinhos.
não há força que nos valha.
destinados estamos
e não pensamos nisto?
será melhor viver por baixo
do tecido vencedor?
será melhor tentar esquecer
a avareza que nos destina?
será?
fico sem dom.
sem alma
sou um nada,
quando tudo podia ser.
que nos descrê
e consome-nos sem motivo.
somos usuários de coroas de espinhos.
não há força que nos valha.
destinados estamos
e não pensamos nisto?
será melhor viver por baixo
do tecido vencedor?
será melhor tentar esquecer
a avareza que nos destina?
será?
fico sem dom.
sem alma
sou um nada,
quando tudo podia ser.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
és na minha mente
olhos cinza,
cigarro de cinzas,
pálida de peles,
vive em friezas.
neutra que nutre avarezas,
constrói fortalezas
com detalhes impróprios
e muitas fraquezas.
material-areia faz suporte lento,
fraco e escasso.
carrega fardos,
pesos, volumes,
olhares em paisagens,
vivências sentidas
num passado emocional.
foge e difere dos antepassados.
corre! foge da realidade!
lábia domesticada,
e atrás do rosto
um mundo novo
distorcido e real.
um real irónico.
ah, às vezes...
frágil, de perfume forte.
um sorriso roubado,
apagado, disfarçado?
roleta de faces,
caminhos perdidos,
faces a que te prendes,
não te arrependes?
cigarro de cinzas,
pálida de peles,
vive em friezas.
neutra que nutre avarezas,
constrói fortalezas
com detalhes impróprios
e muitas fraquezas.
material-areia faz suporte lento,
fraco e escasso.
carrega fardos,
pesos, volumes,
olhares em paisagens,
vivências sentidas
num passado emocional.
foge e difere dos antepassados.
corre! foge da realidade!
lábia domesticada,
e atrás do rosto
um mundo novo
distorcido e real.
um real irónico.
ah, às vezes...
frágil, de perfume forte.
um sorriso roubado,
apagado, disfarçado?
roleta de faces,
caminhos perdidos,
faces a que te prendes,
não te arrependes?
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