sábado, 22 de abril de 2017

um robô desconfigurado

lado a lado,
corte de cintura
à íris florida.
raiva escura,
guerra vermelha,
agonia branca.
esticar ao limiar
com um forte grito.
leva ao leve vento
forte desejo de alimento
comida-carvão, rato.

perda de vitalidade...
sem importância?
com consistência.
e eu, bipolaridade da alternância
e presto homenagens
a quem previne diligências
e a quem as define
e as manipula.

suave coro 
na natureza
ao transtorno
do corte ousado
ao mundo-fruto. 
por vezes estes
fabricados ao fumo industrial
do homem-demência.
sintéticos os vossos.
estarão meus olhos
corrompidos de fumo?
serei eu robô?
"senhor robô, 
aperte a gravata!" 

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