persisto e mudo.
mudo e de oratórias.
um falso visionário,
com mútuas moralidades
que se secam entre a língua.
incerta, postiça opinião,
falsa num longo termo,
ainda que, mais puro e verdadeiro
elo entre mim e o tudo,
assente franca essência do momento.
não lamento.
sou do momento,
fantoche controlado.
um masoquista do que fiz,
um sádico do que farei.
aliás, neste intervalo lúcido,
pergunto-me
e que faço?
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
domingo, 17 de setembro de 2017
o artista de ontem jaz
hoje,
a janela não parte.
o ferro quebrou.
a granada é arte
que de nós faz parte.
a natureza do vivo é sombria,
sangue que nos escapa,
um puro veneno mortal.
o vivo é, ainda, um inverso
do que era e do que será,
como que grifo disperso.
e rapaz que marcha,
vai de mãos nos bolsos,
cigarro a pingar cinza,
um olhar atento ao azul imortal.
a rua paralisada,
tapete vermelho é agora lama
da bota do rapaz,
que não se arrepende
de um único passo que traz.
a inerte rua ajoelha-se
à pintura-outono que se faz.
pois este é, o artista,
que se grita ativista.
e a morte ao outro é arte!?
a janela não parte.
o ferro quebrou.
a granada é arte
que de nós faz parte.
a natureza do vivo é sombria,
sangue que nos escapa,
um puro veneno mortal.
o vivo é, ainda, um inverso
do que era e do que será,
como que grifo disperso.
e rapaz que marcha,
vai de mãos nos bolsos,
cigarro a pingar cinza,
um olhar atento ao azul imortal.
a rua paralisada,
tapete vermelho é agora lama
da bota do rapaz,
que não se arrepende
de um único passo que traz.
a inerte rua ajoelha-se
à pintura-outono que se faz.
pois este é, o artista,
que se grita ativista.
e a morte ao outro é arte!?
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
estátua de cera
e a volta ao mundo
dá-se em quedas.
quente e intensa
quimera esta que me persiste.
segundos de vigor,
e outros de anestesia.
escreve-se da flor,
morre-me a poesia.
tal justiça que se corrói
entre dente rígido, e rói
o mais precioso e singular
enigma que de nós
faz estátua, não apenas arte
mas jornada esperada,
unha e pele na terra de marte.
moleza penosa
que porto em mim,
na esfera bate asas mariposa.
tudo de rosto seco,
lábio que descai,
perdido som no eco.
o cinzento meditar.
o depois de luz, lasso,
o depois de vida, tépido,
o lodoso pós-vela,
é-me agora ferro de cela.
dá-se em quedas.
quente e intensa
quimera esta que me persiste.
segundos de vigor,
e outros de anestesia.
escreve-se da flor,
morre-me a poesia.
tal justiça que se corrói
entre dente rígido, e rói
o mais precioso e singular
enigma que de nós
faz estátua, não apenas arte
mas jornada esperada,
unha e pele na terra de marte.
moleza penosa
que porto em mim,
na esfera bate asas mariposa.
tudo de rosto seco,
lábio que descai,
perdido som no eco.
o cinzento meditar.
o depois de luz, lasso,
o depois de vida, tépido,
o lodoso pós-vela,
é-me agora ferro de cela.
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