hoje,
a janela não parte.
o ferro quebrou.
a granada é arte
que de nós faz parte.
a natureza do vivo é sombria,
sangue que nos escapa,
um puro veneno mortal.
o vivo é, ainda, um inverso
do que era e do que será,
como que grifo disperso.
e rapaz que marcha,
vai de mãos nos bolsos,
cigarro a pingar cinza,
um olhar atento ao azul imortal.
a rua paralisada,
tapete vermelho é agora lama
da bota do rapaz,
que não se arrepende
de um único passo que traz.
a inerte rua ajoelha-se
à pintura-outono que se faz.
pois este é, o artista,
que se grita ativista.
e a morte ao outro é arte!?
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