Ridículo
É: ela, o cacho da realidade da fruta do nada.
Vejo a sua silhueta,
E transfiguro-me numa sombra vazia,
de tal forma estou fora do planeta.
A minha mente faz-me feliz:
concebe-me imagens deste cacho,
onde eu sou a raiz da sua força.
Ah, se eu fosse a realidade concreta!
O futuro é tão amplo, penso.
Limpo incompletamente a imaginação,
e estes resíduos perturbam-me
tanto que grito à nação!
É então que ascendem as míseras falsas memórias,
e excessivamente visões do cacho.
É então que me culpo,
que faço a consciência rastejar ao ardor dos infernos.
Caí na realidade.
Ela é a realidade que nunca posso atingir,
pois eu sou o nada à sua observação.
Estou ciente que tenho de parar de me cingir com o nada,
Ah, tanta vulnerabilidade!
Estou errado.
Eu sou o vento que grito,
sou a escuridão da minha sombra.
Falta-me a ruído do grito.
Falta-me a ocupação da forma da sombra.
Falta-me sentir o excêntrico e o leve.
Fujo do que sou
porque não quero ser quem sou
e porque posso finalmente ser quem sou.
domingo, 20 de dezembro de 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
o interior dos olhos
Levito-o ao núcleo e então,
dá-se uma necessidade.
Crio o pão.
Escorrem lágrimas de um corpo;
salgadas, estas.
Doces os choros.
Faço-o sentir o movimento fabril dos maxilares.
Musicalmente penso as migalhas
caírem no chão.
Escorrem-se mais lágrimas:
formam-se oceanos.
As migalhas boiam no infinito,
Fazem-se ondas,
e oiço-as a esbarrar no arenito.
Tão aborrecido este ambiente!
Apoderam-se carnes e ossos do mundo,
e criam, como deuses, o bem e o mal.
Deuses creem em deuses.
Inadequadamente, estes violam regras não existentes.
Ridículos pensamentos, estes.
Morrem todos e tudo.
Aborreço os olhos:
fecho-os,
vejo o nada e construo o tudo.
Se tudo o que vejo é pensado,
foge-me a realidade.
Se tudo o que existe é realidade,
vivo no nada(r) do mar.
Desisto do imaginar.
dá-se uma necessidade.
Crio o pão.
Escorrem lágrimas de um corpo;
salgadas, estas.
Doces os choros.
Faço-o sentir o movimento fabril dos maxilares.
Musicalmente penso as migalhas
caírem no chão.
Escorrem-se mais lágrimas:
formam-se oceanos.
As migalhas boiam no infinito,
Fazem-se ondas,
e oiço-as a esbarrar no arenito.
Tão aborrecido este ambiente!
Apoderam-se carnes e ossos do mundo,
e criam, como deuses, o bem e o mal.
Deuses creem em deuses.
Inadequadamente, estes violam regras não existentes.
Ridículos pensamentos, estes.
Morrem todos e tudo.
Aborreço os olhos:
fecho-os,
vejo o nada e construo o tudo.
Se tudo o que vejo é pensado,
foge-me a realidade.
Se tudo o que existe é realidade,
vivo no nada(r) do mar.
Desisto do imaginar.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
a ilusão do vazio
O vazio da frieza do mundo
é preenchido todos os dias.
É-se dada a ilusão global.
A tal ilusão do conhecimento
que acaba por se transmudar
na sua própria ilusão.
Eu não quero vindicar
mas vejo as chamas a ambicionar.
Talvez as pesquisas sejam fingidas.
As mentes mentem
e acreditam em mentiras.
O poder é a moeda no ar.
Será croa enquanto no infinito.
Será cara enquanto rasteja o erudito.
A escolha é a moeda
e a sorte cairá no chão da queda.
é preenchido todos os dias.
É-se dada a ilusão global.
A tal ilusão do conhecimento
que acaba por se transmudar
na sua própria ilusão.
Eu não quero vindicar
mas vejo as chamas a ambicionar.
Talvez as pesquisas sejam fingidas.
As mentes mentem
e acreditam em mentiras.
O poder é a moeda no ar.
Será croa enquanto no infinito.
Será cara enquanto rasteja o erudito.
A escolha é a moeda
e a sorte cairá no chão da queda.
bem acolhido
Ao vento da vida noturna escrevo,
queria dizer-lhes que estou bem.
Apesar disso, sinto-me mal.
Estou cansado e desapontado,
vejo caras e almas e nenhuma me responde.
Eu pergunto sempre o mesmo,
mas nenhuma me responde.
Talvez não saiba perguntar,
ou talvez não queiram responder.
Irei aliviar a alma aqui;
alma sombria de memórias presas.
Pretendo libertá-las.
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