Ridículo
É: ela, o cacho da realidade da fruta do nada.
Vejo a sua silhueta,
E transfiguro-me numa sombra vazia,
de tal forma estou fora do planeta.
A minha mente faz-me feliz:
concebe-me imagens deste cacho,
onde eu sou a raiz da sua força.
Ah, se eu fosse a realidade concreta!
O futuro é tão amplo, penso.
Limpo incompletamente a imaginação,
e estes resíduos perturbam-me
tanto que grito à nação!
É então que ascendem as míseras falsas memórias,
e excessivamente visões do cacho.
É então que me culpo,
que faço a consciência rastejar ao ardor dos infernos.
Caí na realidade.
Ela é a realidade que nunca posso atingir,
pois eu sou o nada à sua observação.
Estou ciente que tenho de parar de me cingir com o nada,
Ah, tanta vulnerabilidade!
Estou errado.
Eu sou o vento que grito,
sou a escuridão da minha sombra.
Falta-me a ruído do grito.
Falta-me a ocupação da forma da sombra.
Falta-me sentir o excêntrico e o leve.
Fujo do que sou
porque não quero ser quem sou
e porque posso finalmente ser quem sou.
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