Levito-o ao núcleo e então,
dá-se uma necessidade.
Crio o pão.
Escorrem lágrimas de um corpo;
salgadas, estas.
Doces os choros.
Faço-o sentir o movimento fabril dos maxilares.
Musicalmente penso as migalhas
caírem no chão.
Escorrem-se mais lágrimas:
formam-se oceanos.
As migalhas boiam no infinito,
Fazem-se ondas,
e oiço-as a esbarrar no arenito.
Tão aborrecido este ambiente!
Apoderam-se carnes e ossos do mundo,
e criam, como deuses, o bem e o mal.
Deuses creem em deuses.
Inadequadamente, estes violam regras não existentes.
Ridículos pensamentos, estes.
Morrem todos e tudo.
Aborreço os olhos:
fecho-os,
vejo o nada e construo o tudo.
Se tudo o que vejo é pensado,
foge-me a realidade.
Se tudo o que existe é realidade,
vivo no nada(r) do mar.
Desisto do imaginar.
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