é brilho do olhar
que todos temos.
alguns exploram-no,
outros inibem-se de tal
e eu grito para mim.
todos somos dignos
pois, todos humanos,
todos sentimentos
e refletimos.
é o toque dos deuses
na pintura mais chamativa,
na peça mais requintada,
na lírica mais impressionante,
que nos roubam momentos de reflexão.
e não há opinião perante tal conexão
entre o humano, o fantástico e o real.
é um cosmos vasto e apetecível,
que intriga,
chama e conquista.
sábado, 21 de janeiro de 2017
reunião de excelências
passadeira real
de cadáveres,
clássica e escarlate.
esperam os mesmos convidados
para entrarem
no belo castelo.
fazem pactos
e falsos sorrisos
ao aperto de gatilhos.
usufruem de vidas,
sentados e relaxados,
mas nada livres da consciência
e não querem pensar.
" que disparate,
não posso pensar
em tal acontecimento,
quero é o meu cheque. "
e repetem mentalmente
para ser mais fácil
manter a verdade obscura
numa noite de sono
atingido por flechas.
lógica de ditador
foi um frio
que se elevou
da unha ao pulso.
e na palma o formigueiro
do caminhar forte
até ao horizonte.
eram duas sombras
destinadas a desaparecer à noite
e emergir de madrugada.
mas o ditador,
mero brincalhão,
faz birra
e sussurra últimos suspiros.
ele cria e dá,
mas desfaz e rouba.
como ondas do mar.
oiçam-no a roubar.
a roubar o seu próprio império.
ah, digno de ser chamado de traidor.
mas que sei eu?
daqui a nada já respondo.
e cedo facilmente enquanto sozinho.
mas parto os maxilares quando acompanhado
e intrigado por nobre companhia.
que se elevou
da unha ao pulso.
e na palma o formigueiro
do caminhar forte
até ao horizonte.
eram duas sombras
destinadas a desaparecer à noite
e emergir de madrugada.
mas o ditador,
mero brincalhão,
faz birra
e sussurra últimos suspiros.
ele cria e dá,
mas desfaz e rouba.
como ondas do mar.
oiçam-no a roubar.
a roubar o seu próprio império.
ah, digno de ser chamado de traidor.
mas que sei eu?
daqui a nada já respondo.
e cedo facilmente enquanto sozinho.
mas parto os maxilares quando acompanhado
e intrigado por nobre companhia.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
a grande explosão
cada diálogo
que tenho contigo
e se segue
e não digo o que acho
e o que queria ver acontecer
perante minha sombra, talvez,
em sonho mas real
que possa em meros segundos
ser aquilo que nunca sou,
noutro lado do universo,
em pleno ardor de raios,
calor, frio e asfixia.
então quando tudo acabar
ficarei a pensar
naquilo que podia ter sido
e nas escolhas que podia ter vivido.
trocar ideia e pensamento
tão sigiloso que nem o conto.
contaria a vulgar caixa,
de ar velha ou nova, mas requintada,
que ouvisse e guardasse
toda a memória e sentimento
que por mim seria trespassado
com forte desejo
de a paz assentar
e se refletir sobre a caixa ao luar.
porque há coisas que se explodem
e morro aos poucos
por não largar
granadas no ar
que talvez a guerra criem.
triste não poder sentir o reflexo
do impacto de tais bombas,
em tais olhos
para que meus olhos
à desordem do reflexo
sejam o início do universo.
que tenho contigo
e se segue
e não digo o que acho
e o que queria ver acontecer
perante minha sombra, talvez,
em sonho mas real
que possa em meros segundos
ser aquilo que nunca sou,
noutro lado do universo,
em pleno ardor de raios,
calor, frio e asfixia.
então quando tudo acabar
ficarei a pensar
naquilo que podia ter sido
e nas escolhas que podia ter vivido.
trocar ideia e pensamento
tão sigiloso que nem o conto.
contaria a vulgar caixa,
de ar velha ou nova, mas requintada,
que ouvisse e guardasse
toda a memória e sentimento
que por mim seria trespassado
com forte desejo
de a paz assentar
e se refletir sobre a caixa ao luar.
porque há coisas que se explodem
e morro aos poucos
por não largar
granadas no ar
que talvez a guerra criem.
triste não poder sentir o reflexo
do impacto de tais bombas,
em tais olhos
para que meus olhos
à desordem do reflexo
sejam o início do universo.
domingo, 8 de janeiro de 2017
o mais que terno
distantes e velhos e acabados
conto os dias
que me nem
são acabados
porque nem sei
até quando isto durará.
e que venham mais
horas de silêncio
e que se façam mais protuberâncias
nos caminhos por onde piso.
venha, venham.
cresçam rápido.
é tão fácil
viver assim
de calma na alma
que se acalma
ao pensar
que não penso mais
no que fiz e farei
ao despertar da manhã orgulhosa.
é tão fácil
ver o que é viver
sem sentir a união
e o contacto transparente
que se via,
e ainda se vê
quando era tudo melodia.
e se é para caminhar
pelo inferno
que me comprem o valor
de tais atitudes.
que o façam, rápido
e com descuido,
que o façam
de mãos apertadas
ao melhor conhecido,
colega e supremo,
do paraíso
que por mim foi atingido.
ah, e a consciência lá.
sou eu, agora,
a sentir o mais que terno.
nem mereço,
nunca mereci.
que riso agora,
ah, agora vivo a vida.
quando foi tudo
uma mera brisa
da manhã orgulhosa.
já se faz sol
mas ainda sou noctívago.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
algures no escuro
tenho espada
de ferrugem avermelhada
e ensanguentada a tocar-me
no pescoço, de leve picada
mas tão forte a ânsia,
que deixa qualquer um
baleado por tais memórias
de contactos visuais
ao som de movimentos dormentes
e desconfortos que me levam aos locais
onde troquei, à paragem do tempo,
olhares e pensamentos
em planetas tão distantes.
desconfio ainda
e de grande corrida
que seja tudo
fruto do meu fantasma,
que se eleva ao meu ego
e que escreve o que quer ser lido
mas não pensa no que será vivido
ao ambiente de um luar sofrido.
de tão curioso
nem sou o mesmo.
mas que vício este, de pensar
sobre nenhum assunto
ao percorrer cada rasto
que sigo, talvez,
apagado e remodelado.
terá sido
um caminho mal percorrido
com um destino desamparado?
e ilumina-se
no meio da minha viagem
pequeno fogo-fátuo
que me sussurra de longe
o rumo tão temido.
e faz-me portador de febre,
um cuspidor de chamas
na noite mais chuvosa.
apaga-se a chama
que me guia,
e agora sou eu
o único que arde.
de ferrugem avermelhada
e ensanguentada a tocar-me
no pescoço, de leve picada
mas tão forte a ânsia,
que deixa qualquer um
baleado por tais memórias
de contactos visuais
ao som de movimentos dormentes
e desconfortos que me levam aos locais
onde troquei, à paragem do tempo,
olhares e pensamentos
em planetas tão distantes.
desconfio ainda
e de grande corrida
que seja tudo
fruto do meu fantasma,
que se eleva ao meu ego
e que escreve o que quer ser lido
mas não pensa no que será vivido
ao ambiente de um luar sofrido.
de tão curioso
nem sou o mesmo.
mas que vício este, de pensar
sobre nenhum assunto
ao percorrer cada rasto
que sigo, talvez,
apagado e remodelado.
terá sido
um caminho mal percorrido
com um destino desamparado?
e ilumina-se
no meio da minha viagem
pequeno fogo-fátuo
que me sussurra de longe
o rumo tão temido.
e faz-me portador de febre,
um cuspidor de chamas
na noite mais chuvosa.
apaga-se a chama
que me guia,
e agora sou eu
o único que arde.
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