tenho espada
de ferrugem avermelhada
e ensanguentada a tocar-me
no pescoço, de leve picada
mas tão forte a ânsia,
que deixa qualquer um
baleado por tais memórias
de contactos visuais
ao som de movimentos dormentes
e desconfortos que me levam aos locais
onde troquei, à paragem do tempo,
olhares e pensamentos
em planetas tão distantes.
desconfio ainda
e de grande corrida
que seja tudo
fruto do meu fantasma,
que se eleva ao meu ego
e que escreve o que quer ser lido
mas não pensa no que será vivido
ao ambiente de um luar sofrido.
de tão curioso
nem sou o mesmo.
mas que vício este, de pensar
sobre nenhum assunto
ao percorrer cada rasto
que sigo, talvez,
apagado e remodelado.
terá sido
um caminho mal percorrido
com um destino desamparado?
e ilumina-se
no meio da minha viagem
pequeno fogo-fátuo
que me sussurra de longe
o rumo tão temido.
e faz-me portador de febre,
um cuspidor de chamas
na noite mais chuvosa.
apaga-se a chama
que me guia,
e agora sou eu
o único que arde.
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