sexta-feira, 23 de junho de 2017

as lâmpadas e o jardim à sombra

uma lembrança de criança,
carregada visão, ao escuro,
e via-se ao sentir da relva,
do deserto ao glaciar.
lá estava eu, confortável, ao luar
com um brilho escurecido
de astros que me iam iludindo
e da minha energia consumindo.

a cada contemplação
os meus olhos saem-me
e faziam-se do vazio
ao familiar universo,
como que visse,
e fosse, um deus.
presenciava a rotação,
um ciclo de titãs e eletrões,
que se repete ao infinito.
mas das ideias surge a vida:
seria eu um distúrbio
ao fruto das ideias mais queridas?

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