1. a una
flor adormecida em campo
e eu de sono sou.
de pura conexão
rouba-me a visão.
flor de espaço solitário
e nos outros campos,
todas de proximidade,
mares de pétalas em paisagem.
brevemente a mente
concede-me liberdade.
esta flor que me acende
e em dias de raio
de pedra faz-me sangue-joelho,
quando outras são paisagem de lacaio.
2. a viagem
minha desolada alma
que partiu
ao vê-la partir,
frágil, que se entrega
aos outros que, de cinza paisagem,
a sufocam no tempo ao segundo.
e ilumina-me ao acabar o mundo
e acaba-se o mundo por ela
com ela, e por ela.
e minha mente quebra-se
em confusão de memória.
coisa não em vista,
mas de dor realista.
3. o retorno
traz o vento uma fala,
que agasalha ouvido,
relembrando minha forte chama
no passado que não é esquecido.
a flor volta em primavera.
ah a alma, perdeu-se ao planar,
de tão suspensa que esticou do limiar,
para do presente ser tal memória,
que de vento deve atiçar
a chama de água que aviva flor.
e rouba-me esperança
por possuir cadáveres à sua frente
que elemento nenhum sentem,
e eu mutuamente sou natureza
e então porque morres?
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