alguém tentou.
marcou o início das datas e
tentou mantê-lo em controlo
enquanto usava, a palavra (rasgada),
cabelo crespo longo, barba,
um quê de filósofo,
dedo no ar - a pedir a chuva que o alimenta
- peixe, vinho, uma retórica arriscada,
palavreado quase sentido
e perfurou o sentido da vida outrora incutido...
e dignificam-se ao libido
que os deixam rebaixados
numa rugosa lenha que cruza o seu fim.
cem preocupações - o nunca, certamente, conseguir saber.
quentes olhos, brandas nuvens,
pesado vento que, areia
e resquícios de sono mal acabado leva,
à canção o embala;
fórmula anti-treva
invertida em si;
senhor transparente, morto em significados;
este é o viver dos bem-aventurados.
quanta banalidade nos cega?
estas palavras, a constante noção,
ilusão?, a contínua passagem à entrega
de palavras que por nós fabricadas,
e nelas quanta veracidade conseguimos criar?
anulo o significado destas aqui invocadas.
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