segunda-feira, 17 de julho de 2017

liberdade de mente

paisagem marinha.
ondas que vão,
retornam sempre
e mais carga levam.
até que: catástrofe.

e construo o horror,
bloco a bloco,
edifício estilo barroco,
fazendo do nada
faço tudo.
mas que nada?
qual nada? qual tudo?
labirinto de convergências,
acasos de alternância
que se tendem em prudências.

facilmente concedo-me,
e perco-me entre o cair
das cores e da mental-sinestesia.
ah, da pura liberdade
reencarno a ave.
sou fogo-auréola de anjo
quando das penas me pego
e descubro para além dos mares.
vem-me no sangue
a sedenta vontade
que me afasta de morgue
e faz da carne
película dobrável,
que vagueia à luz 
pelo branco e seu cerne.

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