(o sujeito poético conta algo que surgiu na vida de alguém, onde estas palavras existiram)
o devaneio
rouba tempo
que sempre pressenti.
- puro fascínio
ao bruxedo.
a ilusão é sensível e firme.
e eu.
e o sonho.
iguais.
o engenho-irritado
pede revolução.
pedi-me ameno, calmo.
incerta a certeza
no tremer da pele
e na natureza do edifício do momento;
entre nós:
os teus olhos,
o teu mundo,
que me rouba o pensar;
e vejo-te
como que divindade;
não desvio linha-visão
nem um instante
pois estou perdido
na escuridão do conhecido,
que me desconhece.
vejo como que num cenário
de velhos sedosos fabricados livros:
um paralelismo,
outra vida,
o mesmo olhar,
a mesma cor,
não só meus olhos eram o reflexo dos teus,
mas a minha mente era preenchida por eles
e vivo, constantemente, no sonho.
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