o orgulho de quem comanda
e faz-se inverno
sem qualquer líquido.
passou ao vento.
deixou o aroma,
aquela aura,
de pura estranheza
e frieza ao mundo.
e eu sei-a
como quem nasce,
como quem renasce.
um medo que lhe faz
com película sagaz.
respira o sentir sem hesitar,
pois o sofrer
é-lhe uma cicatriz.
e mudou atitude
quando lhe mostro
meu pequeno, quente, mundo.
um riso puro
no voar ao segundo,
um olhar doce
num forte instante.
mas eu espero-te,
pura e pálida,
em casa-madeira.
porque estás perdida
entre o oceano
e pedes por uma ilha.
e a sede, a tua sede
no meio de tanta água.
quando
olhei para um reflexo de primavera que carregavas nos olhos.
terça-feira, 30 de maio de 2017
quinta-feira, 25 de maio de 2017
a viagem ao dever
devia e insisto no dever,
ainda que faminto,
não de alimento...
de uma essência,
um olhar longe e atento
de vida transparente.
poucos o sabem.
não sei ao certo,
mas desconfio e sonho.
sei-a.
e mal suporto a luz
ao fitar sombrio dela.
e da ilusão sou adepto.
em cada máscara
uma nova máscara
que me atrevo a pisar
e fazer emergir a essência.
nada de coisa superficial,
uma filosofia a cada olhar,
uma vida ainda a proclamar,
talvez com o meu grito.
acontece-me.
ainda que faminto,
não de alimento...
de uma essência,
um olhar longe e atento
de vida transparente.
poucos o sabem.
não sei ao certo,
mas desconfio e sonho.
sei-a.
e mal suporto a luz
ao fitar sombrio dela.
e da ilusão sou adepto.
em cada máscara
uma nova máscara
que me atrevo a pisar
e fazer emergir a essência.
nada de coisa superficial,
uma filosofia a cada olhar,
uma vida ainda a proclamar,
talvez com o meu grito.
acontece-me.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
ideal vidro translucido
estou preso em pregos
na madeira e na parede.
não sou aquele,
faço-me por ser outro
e faço-me por esse outro,
talvez mais.
prefiro ser um deles,
confortável ao vidro translucido.
talvez como livro
de capa rasgada e empoeirada,
pouco lido
de muitas páginas
e grande desordem
entre as palavras.
tontura e angustia
de pescoço rosa.
um toque de doce luva
na pele ainda jovem.
doente?
duvida, e atormentado pensar.
uma plataforma
em bloco que sobe
até a um topo.
um arquiteto mental.
torre de metros, já.
ideal torre para paisagem-vida.
ideal mente.
esta é ideal
para um idealista,
que me auto-proclamo,
nem quero, nem queria
contínua dosagem de agonia.
na madeira e na parede.
não sou aquele,
faço-me por ser outro
e faço-me por esse outro,
talvez mais.
prefiro ser um deles,
confortável ao vidro translucido.
talvez como livro
de capa rasgada e empoeirada,
pouco lido
de muitas páginas
e grande desordem
entre as palavras.
tontura e angustia
de pescoço rosa.
um toque de doce luva
na pele ainda jovem.
doente?
duvida, e atormentado pensar.
uma plataforma
em bloco que sobe
até a um topo.
um arquiteto mental.
torre de metros, já.
ideal torre para paisagem-vida.
ideal mente.
esta é ideal
para um idealista,
que me auto-proclamo,
nem quero, nem queria
contínua dosagem de agonia.
sábado, 20 de maio de 2017
um respirar no universo
animal de poeira,
de canto em canto,
em colónia,
em voz um comando,
em silêncio executado.
trabalho sem fim,
sem força, sem olhar, já.
a abelha.
ao lume do metal
finge ser problema
de natureza, planta.
ao lume do olhar
é um padrão-isqueiro,
complexo em labirinto
no universo total.
sei que sou
alma em corpo,
consciência vincada.
raro, extremo acaso
acendeu-me, levitou-me.
sou eu, e mais digo
serei eu enquanto ser
e irei-me perder
enquanto ser
quando deixar eu de ser
a meu constante ver
um bruto animal a adormecer
e vejo-me a rever,
e reservo-me a ser
quem sou neste instante,
um brusco movimento cessante.
de canto em canto,
em colónia,
em voz um comando,
em silêncio executado.
trabalho sem fim,
sem força, sem olhar, já.
a abelha.
ao lume do metal
finge ser problema
de natureza, planta.
ao lume do olhar
é um padrão-isqueiro,
complexo em labirinto
no universo total.
sei que sou
alma em corpo,
consciência vincada.
raro, extremo acaso
acendeu-me, levitou-me.
sou eu, e mais digo
serei eu enquanto ser
e irei-me perder
enquanto ser
quando deixar eu de ser
a meu constante ver
um bruto animal a adormecer
e vejo-me a rever,
e reservo-me a ser
quem sou neste instante,
um brusco movimento cessante.
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