o orgulho de quem comanda
e faz-se inverno
sem qualquer líquido.
passou ao vento.
deixou o aroma,
aquela aura,
de pura estranheza
e frieza ao mundo.
e eu sei-a
como quem nasce,
como quem renasce.
um medo que lhe faz
com película sagaz.
respira o sentir sem hesitar,
pois o sofrer
é-lhe uma cicatriz.
e mudou atitude
quando lhe mostro
meu pequeno, quente, mundo.
um riso puro
no voar ao segundo,
um olhar doce
num forte instante.
mas eu espero-te,
pura e pálida,
em casa-madeira.
porque estás perdida
entre o oceano
e pedes por uma ilha.
e a sede, a tua sede
no meio de tanta água.
quando
olhei para um reflexo de primavera que carregavas nos olhos.
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