animal de poeira,
de canto em canto,
em colónia,
em voz um comando,
em silêncio executado.
trabalho sem fim,
sem força, sem olhar, já.
a abelha.
ao lume do metal
finge ser problema
de natureza, planta.
ao lume do olhar
é um padrão-isqueiro,
complexo em labirinto
no universo total.
sei que sou
alma em corpo,
consciência vincada.
raro, extremo acaso
acendeu-me, levitou-me.
sou eu, e mais digo
serei eu enquanto ser
e irei-me perder
enquanto ser
quando deixar eu de ser
a meu constante ver
um bruto animal a adormecer
e vejo-me a rever,
e reservo-me a ser
quem sou neste instante,
um brusco movimento cessante.
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