domingo, 15 de outubro de 2017

vermelho artificial

um nada extremo, pleno.
sem cor.
sem forma.
ausência de tudo,
mas há vida.

não um sentir um tanto
ousado ao outrem.
algo de sangue,
que alguém lho pinta,
quase que tinta
que lhe percorre,
entre os fios,
um vermelho artificial.

e enquanto o nada existe,
a chuva molda a terra,
e se o nada existe
e ele é o nada
que não sente,
onde é morta a caçada,
este prefere ser
terra moldada.

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