terça-feira, 10 de outubro de 2017

viagem ao escuro

relento e frio;
um rasgar de vida,
de formatos.
um castanho de trapos,
e o descanso à árvore.
um ou dois sonhos
neste perder entre a ilusão.

e é sonho;
a semelhança
à alma, à vida,
que se via
ao cruzar dum olhar 
por entre a lava que flui
e a energia que te possui;
o sangue encoberto
no teu fitar;
a tinta da terra.
a calma, a não guerra,
o não lacrimejar,
que me inspira
e me forja
ao ruído da noite despida.

cada palavra
perdida, sentida, atirada,
como que pó de ar,
que ambos respiramos
e se fere em pulmão
ao contínuo viver
por uma remota dependência
que me inventa ficção.

cesso-me nesta escrita
pois cai-me a anestesia
e és mais que poesia.

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