a noite em que sopraste
e me possuiste, oh diabo.
ora, não seria diabo
ou qualquer entidade divina.
seria, sim, a alma;
pura e doce
que me persisto em querer.
e levitamos na nossa quimera
uma junção de mentes, iguais.
a explosão eterna ao fogo da fera.
e ao pouco ruído da cidade,
entre nós,
a luva solta-se
e a alma é nua.
ah, e este rasgar com o toque à alma.
o sangue do que dizes,
o desejo entre a escuridão
e o cortar o silêncio
com a tua respiração.
ah, a vida que se me morra
e eu que sinta para sempre
o teu suave toque.
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