sábado, 11 de março de 2017

contínua dosagem de dopamina

para fora tudo que faz barulho.
cinza de triste
que me transpira à noite.
para fora o queimar a seco.
já ressequidos olhos
aos plasmas de luz.

correr entre o verde.
fingir ser pássaro na terra.
sentir o cair das penas.
presenciar a estação.
fugir de chuva.
ser o motivo de explosão
de pequena porção de lama.
viver devia ser mais que isto,
bem mais...
e às vezes é.
tão boa sensação, às vezes.
se isto é droga
deveria ser menos deprimente ao ínicio
e vagarosamente sentir mais do que nos é dado
para que seja uma contínua sensação empírica que desperta astros antes nunca vistos, forja signos, reúne cavaleiros, 
e diz-me: sente o calor hoje, hoje.

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