deixo o meu cunho
por onde passo.
nas ervas daninhas do campo,
nos telhados de palácio,
ou nas ruelas mais merdas.
enfim, todo o lado é meu odor.
odor que me diz
que eu já não sou eu
e nem sinto pena,
mas porquê?
tais sensações de gozar
e não compreender,
tocar o véu do teatro,
do teatro primordial que me formou.
é tudo teatro
sim, é tudo fachada.
mas ainda assim,
eu devia sentir dó.
uma saudade
de tais madrugadas?
será isto o normal?
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