vivi. rompi gengivas,
sangrei os joelhos.
sobrevivi. parti maxilares,
caí, e saltei de novo.
sobrevoei a vida que planeei.
e foi isto.
a vida não é nada do que dizem.
nem de perto.
a vida é um constante pensar
sobre o que fazer,
se inteligente pensar a longo prazo.
mas viver pelo momento,
é saborear o saber viver,
o saber expressar vida,
saber ditar vida,
falar por cima dela.
e isso é ser deus.
um mero aprendiz
que constrói castelos de areia
não sente o poder
de mudar a vida num olhar,
mas pode.
tudo tão delicado e fino.
a mero toque
explosão de vida,
ou de morte.
sombria, firme de pé
de foice na mão
um sorriso malicioso
e tudo foi em vão.
ou não, então,
traz-me um sermão,
senhor desilusão,
agora faço parte da exclusão,
aqueles que respiram a própria conclusão.
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