faz-se lagoa,
avermelhada e quente,
que faz pulmão pedir vida
e catalisa no peito
reações de fusão
quase em ficção
de um mero romance
com aura poética.
nasce-me ódio
por final ser poço
de líquido sangue à superfície.
das portas fazem-se janelas,
as paredes tornam-se o chão.
um chão eclipse
de grãos semeados,
dos pequenos feijões
fazem-se homens
dignos de pétala amarelada,
flor roubada
que rouba raio.
gira, torce e rompe
atrás de bela arte.
é sim, belo girassol.
animal nada robusto,
faminto de estômago florido,
rouba pétala,
uma a uma.
sabor nada intenso,
mas ainda é o seu desejo.
inocente ser,
atraído por tão bela cor e forma
acaba a boiar em poço,
morto, à superfície.
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