não vai haver uma pausa
e
arrepio ao vento
enquanto oiço
um melro negro.
lembra a noite.
noites que passam
e pensamentos que ficam
inquietos.
eu, imóvel e dominado,
arrepio ao cair da chuva
enquanto sinto o vento.
lembra o mar.
viagens que passam,
bem mais além o mar,
todo o oceano
e as suas profundezas.
e no meu ombro
um melro,
afronta-me,
sem medo
e diz-me,
escreve.
Nenhum comentário:
Postar um comentário