sábado, 17 de dezembro de 2016

relógio?

não sei,
relógio?
sinfonia a cada instante,
e oiço-o
e vejo-o,
mais que forma real
e tangível.
e diante de mim,
toda a memória
e toda a sensação,
bem presente,
a sufocar-me
com a própria mão.
ah relógio,
pesado e barulhento.
se morri,
isto é fogo de máquina.

não sei,
é algo mais vivo
e iluminado.
é fogo, sim,
chama que nunca se apaga,
mas hoje apagou.

ah morte,
que de tanta dor é regalia
ter descanso à sinfonia
mais bela que o nada.


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