entre tanta multidão
e tanto contorno
és o farol
que me ofusca
na mais confusa
manhã de clarão.
fecha os teus olhos,
também vês?
é o novo mundo onírico.
tu podes ver-me
sempre
que eu fecho os olhos
numa nova história,
num provisório futuro
ou pensado passado,
numa desejada situação.
e apertas-me
como o receio do acabar súbito,
o cair do último grão
na mais tenebrosa ampulheta.
e o tempo é insignificante.
que me falhe o osso
por idoso,
que fique cego,
e que o frio nem exista
e eu sinta o tremor
de tão cinzento ar acabado.
ah, o que podia haver aqui...
podia ser centenário.
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